Sei que muitos de nós somos ligados em moda. Gostamos de estar bem vestidos, de saber das novas tendências e ver o que os famosos estão usando no tapete vermelho, certo? Mas também sei que a maioria está aqui para ler sobre inovações e deve estar se perguntando por que eu comecei esse texto falando sobre moda e o que a internet das coisas tem a ver com isso.

O que você talvez não saiba é que a moda vem se tornando bastante tecnológica, incorporando inovações de uma maneira totalmente surpreendente e isso graças à internet das coisas.

O que é, afinal, a internet das coisas?

A internet das coisas (IoT – “Internet of things”), conhecida como a terceira revolução da internet, é uma extensão da internet atual inserida no funcionamento de objetos do nosso dia a dia. A internet das coisas está em tudo que você possa imaginar: eletrodomésticos (como geladeiras, televisores); carros; máquinas industriais; e sim, em nosso vestuário (roupas, relógios, calçados).

17_12_13-Inforgráfico-Head A internet das coisas nas novas tendências da moda

 

Para a indústria da moda, a Internet das coisas agrega produtividade, agilidade, versatilidade às máquinas utilizadas. Um exemplo prático seria um dispositivo inserido nas máquinas de fabricação que avisasse quando um determinado insumo precisa ser trocado, avisando ao fornecedor automaticamente sobre a necessidade de reposição do estoque. Outras possibilidades são o cruzamento de dados e a interligação de diversos maquinários, automatizando a linha de produção

Grandes marcas famosas já estão investindo na internet das coisas.

Não é a toa que grandes marcas da moda já procuram incorporar esta tendência não apenas em sua linha de produção, mas em seus produtos de fato. É o caso da Samsung que lançou uma linha de calças inteligentes com sensores que levam o simples fato de vestir uma calça a uma experiência muito mais complexa.

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E da Jeans Levi’s que lançou em parceria com a Google uma jaqueta inteligente – sim, conectada na internet – que vai permitir que funções dos smartphones sejam executadas através da blusa. O usuário poderá, por exemplo, mudar de música, atender chamadas telefônicas, pausar conversas etc.

Segundo o Canaltech, que divulgou a nota, o produto deve ser bem similar ao smart watch, o relógio inteligente.

Em uma pesquisa recente feita pelo World Economic Forum (WEF) com 800 líderes, 92,1% dos entrevistados disseram que até 2025 cerca de 10% das pessoas usará roupas conectadas à internet. A Gartner prevê que até 2020 serão 26 bilhões de dispositivos IoT – internet das coisas –  conectados, isto é, praticamente 3 para casa pessoa no planeta! E este número só tende a crescer com o avanço da tecnologia.

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Os empecilhos enfrentados com a internet das coisas

Uma das grandes problemáticas desse novo conceito de moda é a questão da segurança e privacidade. Milhares de dados pessoais serão gerados e compartilhados por meio da internet das coisas e os riscos de exposição online, invasões, roubo de informação e hackeamento de aparelhos devem ser cuidadosamente previstos e evitados.

Há, ainda, uma questão mais comportamental. Muitos dos modelos desenvolvidos não são atrativos ao público em geral. Para Marina Marina Toeters, consultora da By-wire.net, o consumidor ainda não simpatiza com a ideia de roupas conectadas. “Não queremos parecer um alien, um ser de outro mundo. As peças não precisam parecer que são interativas, elas apenas precisam ser”.

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O fato é que a internet das coisas já é uma realidade em muitos segmentos e a indústria de vestuários e moda em geral não ficará de fora.

A internet das coisas irá abrir novas oportunidades de produtos e serviços, tecnologias cada vez mais avançadas e integradas às necessidades do dia a dia, mudando a forma como interagimos com o mundo a nossa volta.

Você está preparado?

Se você gostou do tema abordado neste post e deseja ler a continuação, para compreender de que maneira é possível gerenciar, operacional e juridicamente, esses riscos, deixe um comentário ou assine nossa newsletter para se manter atualizado.

Abraços e até a próxima!

*** ADRIANA MAUÉS é advogada e consultora, pós-graduada em Direito Penal e Processo Penal pela Universidade Gama Filho, especialista em Gestão da Inovação e Propriedade Intelectual pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – IFPA e Mestranda em Propriedade Intelectual pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua há 8 anos na promoção e proteção de inovações, visando sua transferência ao setor produtivo e o fortalecimento de ações de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação).

e-mail: adriana@studioestrategia.com.br